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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Empreendedoquê? A força do botar pra fazer.

Texto interessante!

A força de enfrentar o risco do desconhecido e a capacidade de fazer acontecer o novo são algumas características de uma habilidade que transforma profundamente as empresas e as sociedades: o empreendedorismo. É através do espírito empreendedor que pessoas criativas vislumbram em problemas oportunidades e com persistência constroem empresas que geram inovações, empregos e desenvolvimento. Entidades como o Instituto Endeavor (bota pra fazer!) fazem no país de forma brilhante o apoio a estas iniciativas.

Mas não é uma ferramenta exclusiva de empresários ou de executivos de alta administração. Precisamos muito dentro das empresas brasileiras de pessoas em todos os níveis hierárquicos que sejam capazes de enxergar fora da caixa e de realizar as transformações, seja num processo, num departamento, num produto. De não se contentar com o que já existe, de pensar grande e agir rápido.

Conheço grandes gênios de mesa de bar, que reclamam da vida e pleiteiam ser capazes de fazer até melhor o que muitos empreendedores fizeram. Mas que pela inércia de suas rotinas, têm muitas idéias e nada fazem com elas, e reclamam dos chefes ou da vida que não lhes deram oportunidades.

Repito sempre nas equipes que liderei que só seremos conhecidos por aquilo que realizarmos, que transformarmos, que entregarmos feito. De nada adianta o plano bem feito ou a idéia no papel, ou a análise de risco se a mudança não foi plenamente implementada. Vale a capacidade e a força de perceber e fazer acontecer com agilidade.

Pra isso acredito que é preciso muitas vezes ser obstinado, acordar mais cedo, dormir mais tarde, não se contentar e perseguir o objetivo sem medo dos obstáculos. Nas tentativas de certo haverá muitas dificuldades, e poucos serão os incentivos externos. Aprender com o exemplo de líderes bem sucedidos, dentro e fora de suas empresas. Refletir sempre sobre o que foi feito durante a semana e o que poderia ser feito para melhorar na próxima, e realmente fazer o que é preciso. Nem sempre a gente acerta de primeira, é importante aprender com os erros e persistir. É relevante o exercício tanto da fé quanto da humildade. Empreendedorismo e criatividade dependem muito de esforço, de persistência. Depende 1% de inspiração, mas 99% de transpiração. Mirar longe, trabalhar duro e seguir firme.

É até um clichê afirmar que é na crise que os empreendedores se destacam, que sã contra-cíclicos e que nas dificuldades surgem as melhores oportunidades. Será que dentro das empresas é a mesma coisa? Será que nos momentos difíceis que estes perfis fazem diferença? Fato é que nunca se valorizou tanto nas empresas brasileiras a criatividade e o empreendedorismo corporativo. E você, acredita na força do empreendedorismo?


Postado por Marcelo Miranda. Segue o link do blog http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo/

Abraço a todos!

Douglas Westrupp Schmitt


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Terceiro Setor de Primeira

O alto grau de profissionalismo no Terceiro Setor para mim não era mais segredo. Após um choque "organizacionalmente" cultural de experiências neste setor, voltar a Florianópolis e ver que independentemente do tamanho da iniciativa, a busca por melhorias na qualidade de seus serviços, posicionamento no mercado, especializações e também levantamento de fundos são apenas algumas medidas que ONG's vêm praticando para se tornarem mais competitivas neste setor que - pela ampla necessidade e sobrecarga do Estado - cresce a cada dia.
Se por um lado o Estado ajuda como pode, ou seja, cedendo (ou alocando) profissionais, infra-estrutura, automóveis e ajuda financeira limitada, a iniciativa privada através de políticas de responsabilidade social corporativa investe pesado. O motivo talvez seja administrar os impactos que eles mesmos vem causando ao longo dos anos, ou simplesmente abater impostos através de leis oportunistas criadas para beneficiar seus próprios criadores. Sem querer entrar nestes méritos e muito menos julgar tais ações, o que se vê neste cenário atualmente é a forte presença da iniciativa privada muitas vezes ligadas a órgãos sociais internacionais unidos para fortalecer o terceiro setor.
Durante as visitas que venho fazendo tanto de avaliações quanto de reabertura de vagas de intercâmbio aqui na Aiesec Floripa, é a busca por aquelas melhorias citadas acima. A Casa da Criança Morro da Penitenciária, que completou 20 anos em 14/03/08, é uma ONG sem fins lucrativos que atende 140 crianças e adolescentes de seis a dezessete anos é um exemplo disso tudo: infra-estrutura necessária, organização, gestão transparente e por que não dizer, com um passo a frente, leia-se, parceira da Aiesec.
E é com muito prazer que informo que nossa parceria com esta instituição tem muito a permanecer, pois a Casa da Criança é uma das finalistas do Prêmio Itaú-Unicef, uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Esta premiação acontece a cada dois anos, desde 1995, e em 2009 está na oitava edição. Tem como objetivo reconhecer e estimular o trabalho de organizações sem fins lucrativos que contribuem, em articulação com a escola pública e outras políticas, para a educação.
Boa sorte!

Rafael Dal Pont
Time de Projetos